
Vago Viés. Lembro-me muito bem de quando pensei em começar esse blog. Foi um momento de muitas mudanças, término de um ciclo, novas amizades, vontades. Um espaço que se tornou uma extensão dos meus pensamentos, dos meus vagos vieses. O nome me pareceu tão familiar e sonoro que eu pensei que houvesse algo igual, mas descobri que não, talvez fosse algo que já existisse dentro de mim. Algumas pessoas passaram a me conhecer melhor a partir desse blog. Amigos que vinham me procurar dizendo que não sabiam que eu gostava de escrever e que acabavam se surpreendendo com o que liam. Ao longo desse tempo recebi alguns elogios, o que me deixa muito feliz, algumas brincadeiras, situações que poderiam ser levadas como críticas, mas depois de tudo vejo que o saldo que fica é positivo. Sinto também que esse já não é mais um espaço que me satisfaz, sinto que talvez ele esteja impregnado de algo que eu tenha a necessidade de chamar de passado, que seja um tempo já decorrido, mas um tempo e espaço que valorizo e que espero que dure na efemeridade da Internet, para que sempre que eu precise me reconhecer, reconhecer quem eu fui, eu possa dosá-lo em cápsulas de nostalgia. Sei que meus Vagos Vieses sempre vão me acompanhar, mas creio que seja hora de objetivar mais minha vida. De começar algo concreto. Sigo um novo caminho, sem me esquecer da velha senhora de cabelos brancos trancada em sua própria casa, do velho viajante, de meu último cigarro, da pintura do meu quarto, da minha BACKGROUND AND PROTECTOR HEAD BUBBLE, do homem que desistiu de dormir, dos vaga-lumes, entre tantas outras coisas que já passaram pelo meu imaginário e que talvez nada tenham sido além de mim mesmo. Agradeço a quem já leu esse blog, mesmo que essas pessoas não leiam esse agradecimento sinto a necessidade de registrar, fechando uma fase e abrindo um novo ciclo da minha vida. Obrigado.
Guilherme Maldotti
Guilherme Maldotti




